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Em “Adeus, Fome!”, escritor ambienta a narrativa na fictícia Panópolis e mistura cotidiano, fantasia, ficção científica e questões sociais em uma viagem pelo Brasil de 1984 Uma jovem de 19 anos decide conquistar a própria independência abrindo uma lanchonete. O que poderia ser apenas o início de uma história sobre empreendedorismo e amadurecimento rapidamente se transforma em uma sequência de encontros improváveis, mistérios, situações absurdas e acontecimentos que desafiam qualquer explicação convencional. É a partir dessa combinação que Ercilo Dias constrói o universo de “Adeus, Fome!”. Pseudônimo de Marcio Ercilo, o escritor nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1971. Formado em Desenho Industrial pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre em Educação pela Universidade Estácio de Sá, desenvolveu ainda jovem o interesse pela escrita e pela criação de personagens. Leitor de diferentes gêneros, da literatura nacional aos livros técnicos, Ercilo mantém especial interesse pela Filosofia, que considera uma das tentativas mais genuínas e nobres do ser humano na busca pela verdade. Parte de sua imaginação literária nasceu ainda na juventude. Inspirado por personagens de histórias em quadrinhos e seriados de televisão, ele e os irmãos criavam seus próprios personagens e aventuras. Anos depois, aquele universo imaginativo encontrou espaço na literatura de ficção. Atualmente, além da atividade literária, Ercilo Dias é funcionário público do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Uma lanchonete onde tudo pode acontecer “Adeus, Fome!” transporta o leitor para 1984, na fictícia cidade de Panópolis, localizada no estado do Rio de Janeiro. O cenário acompanha um Brasil marcado por mudanças políticas, dificuldades econômicas e transformações culturais e tecnológicas. É nesse ambiente que Laura, aos 19 anos, resolve seguir o próprio caminho. Determinada a alcançar independência, enfrenta a resistência da mãe e os desafios naturais de quem decide abrir um negócio. Seu objetivo parece simples: criar uma lanchonete e fazê-la prosperar. Mas, em Panópolis, nada permanece simples por muito tempo. Assim que a Adeus, Fome! abre suas portas, o estabelecimento passa a funcionar como uma espécie de ponto de encontro para personagens improváveis e acontecimentos extraordinários. Mistérios, perigos e situações aparentemente inexplicáveis começam a dividir espaço com pedidos, clientes e preocupações comuns de qualquer pequeno negócio. Ao lado de Laura está Xale, jovem amigo e companheiro de aventuras. A narrativa também apresenta figuras como o atrapalhado Paulo Panela e o enigmático milionário Paterson, além de familiares, clientes e visitantes que ampliam, episódio após episódio, o universo imprevisível criado pelo autor. Uma das características da obra está justamente nessa incerteza: nunca se sabe quem — ou o quê — poderá atravessar a porta da lanchonete. Humor, fantasia e um retrato dos anos 1980 O sonho de uma jovem empreendedora gradualmente ganha elementos de aventura, comédia, fantasia e ficção científica. O extraordinário surge no meio da rotina, enquanto personagens fantásticos convivem com pessoas preocupadas com trabalho, dinheiro, família, religião, política, sonhos e futuro. Por trás das situações extravagantes, “Adeus, Fome!” também lança um olhar sobre a sociedade brasileira. Os anos 1980 não aparecem apenas como recurso nostálgico. Músicas, objetos, costumes, tecnologias, linguagem e o ambiente político e social ajudam a construir a identidade da narrativa. O período das Diretas Já, as dificuldades econômicas, os aparelhos eletrônicos que começavam a ganhar espaço, os programas de televisão, carros e hábitos cotidianos formam o pano de fundo das aventuras vividas em Panópolis. A obra também percorre questões como fé e fanatismo, liberdade, ambição, poder, amizade, preconceito, política, tecnologia, manipulação e confiança, além da curiosidade humana diante daquilo que parece impossível de explicar. Apesar dos temas, Ercilo Dias opta por uma narrativa marcada pelo humor e pela imaginação. Algumas críticas aparecem envolvidas em situações engraçadas e personagens exagerados. Em outros momentos, acontecimentos fantásticos abrem caminho para reflexões mais profundas. Entre o extraordinário e a vida comum No centro desse universo permanece Laura. Mesmo quando acontecimentos inacreditáveis surgem ao seu redor, a protagonista continua sendo uma jovem que precisa trabalhar, atender clientes, pagar contas e administrar a lanchonete enquanto tenta descobrir seu próprio lugar no mundo. É justamente o encontro entre essas duas dimensões que ajuda a definir “Adeus, Fome!”. O extraordinário não substitui o cotidiano. Os dois permanecem lado a lado, muitas vezes com muito bom humor. A obra convida leitores jovens e adultos para uma espécie de túnel do tempo literário. Para quem viveu os anos 1980, há referências capazes de despertar lembranças de uma época marcada por grandes transformações. Para as novas gerações, a narrativa oferece a possibilidade de conhecer um período em que novas tecnologias começavam a modificar rapidamente a sociedade, enquanto hábitos e relações ainda eram bastante diferentes dos atuais. Mas Panópolis está longe de proporcionar uma viagem tranquila ao passado. Na Adeus, Fome!, alguém sentado à mesa ao lado pode ser apenas um cliente tomando um refrigerante. Ou pode representar o começo de uma nova e inesperada aventura.

Marcos Lopes Firmo: Uma Voz para a Ética e a Transformação Social na Imprensa

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Natural do Rio de Janeiro, Marcos Lopes Firmo é formado em jornalismo pelo Centro Universitário Carioca (Unicarioca) em 2003, com especialização em Comunicação Empresarial pela Universidade Cândido Mendes em 2011. Atuou como assessor de imprensa e repórter em editorias de esportes e cidades. Além de jornalista, Marcos é poeta, cronista, roteirista e crítico literário. Em 2023, lançou seu livro de poesias “Paradoxos” na Bienal do Livro.

Marcos Lopes Firmo é uma figura multifacetada no cenário literário e jornalístico brasileiro. Seu trabalho vai além da reportagem tradicional, mergulhando profundamente nas questões éticas e sociais que permeiam a prática jornalística. Em sua mais recente obra, “Imprensa, ética e responsabilidade social”, Firmo não só explora a interseção entre a mídia e a ética, mas também convida os leitores a refletirem sobre o papel transformador da imprensa na sociedade contemporânea.

 A Ética como Pilar da Transformação

O prefácio de “Imprensa, ética e responsabilidade social” estabelece um tom reflexivo e crítico, destacando a importância da ética no jornalismo. Firmo argumenta que a ética atua como mediadora, conscientizando os jornalistas sobre seu dever social e o impacto de suas ações na opinião pública. Esse debate ético é essencial, pois determina a credibilidade e a influência da imprensa como agente de mudança social.

O Papel Dual da Imprensa

A metáfora da imprensa como “a mão que bate e acaricia” encapsula perfeitamente a dualidade de sua função. Firmo destaca que a imprensa deve denunciar injustiças e, ao mesmo tempo, defender os direitos à cidadania. Essa dualidade reforça a necessidade de um jornalismo livre, atuante e responsável, capaz de equilibrar a crítica com a construção de um discurso inclusivo e democrático.

Reflexão Crítica e Participativa

Firmo desafia a visão simplista de que o jornalismo é meramente um reflexo da sociedade. Ele argumenta que jornalistas devem adotar uma postura crítica e participativa, que possibilite a transformação social. Uma imprensa vigorosa deve, portanto, manifestar os anseios de mudança e agir como porta-voz da população, reforçando seu dever social.

Globalização e Informação

No contexto da globalização do século XXI, Firmo explora como a informação adquiriu novos contornos. Ele analisa a relação entre a abrangência da informação e a hegemonia do capital, especialmente em países emergentes como o Brasil. A imprensa, segundo Firmo, é uma ferramenta crucial para melhorar o posicionamento global dessas nações, mesmo em um cenário adverso.

Sobre o Autor

Além de seu trabalho como jornalista, Marcos Lopes Firmo é poeta e crítico literário. Seu livro de poesias “Paradoxos”, lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2023, consolida sua versatilidade e talento literário. Firmo transita entre diferentes gêneros, sempre com um olhar crítico e sensível às questões sociais.

Marcos Lopes Firmo emerge como uma voz relevante e necessária no debate sobre a ética jornalística e a responsabilidade social. Sua obra é um convite à reflexão e um chamado à ação para jornalistas e leitores comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e informada. Firmo nos lembra que a transformação social começa com a conscientização ética e o compromisso com a verdade.

Sobre a Obra

Livro: Imprensa, ética e responsabilidade social
Editora: Conejo
Número de páginas: 82

Sinopse: “Imprensa, ética e responsabilidade social” discute a ética no exercício do jornalismo e a relação entre jornalistas, notícias e a opinião pública. A obra aborda o papel fundamental da imprensa na defesa da cidadania e na promoção de uma sociedade mais justa e informada.

 

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